Trabalhadores Europeus têm Poucos Benefícios Pós-crise

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Desequilíbrio financeiro, implementação de técnicas de austeridade, aumento do desemprego e muitas condições pouco atrativas foi o que se passou na Europa durante uns tempos. Essa crise, no entanto, já perdeu um pouco a força que tinha.

Apesar da recuperação económica que afastou os momentos de crise, ainda existem trabalhadores que beneficiam muito pouco da nova qualidade financeira. Empresas e trabalhadores independentes são os principais alvos.

Conheça o ponto de vista de Martin Todd

Martin Todd é especialista na área da comunicação e atua nessa mesma área, enquanto freelancer, há dez anos. Apesar de em tempos a sua carreira ter sido uma escolha com algum sucesso, no momento tem tido mais dificuldades.

Na entrevista, Todd refere que tem menos trabalho como trabalhador independente e que, para piorar o cenário, tem sentido dificuldade em manter os preços que praticava anteriormente.

Cada vez mais os clientes lhe pedem para diminuir os valores praticados. Martin afirma que estão a pedir valores numa média de 10% a 15% mais baixos, sendo perdas significativas quando se pensa no aumento das taxas e na diminuição de clientes.

Toda esta necessidade de diminuir o preço deve-se à crise pois os preços praticados por outros trabalhadores independentes diminuíram – devido à necessidade de manter um rendimento –, as taxas aumentaram – levando a que os próprios clientes tenham menos dinheiro para investir – e muitos investem de forma mais defensiva – preferindo um trabalho mais barato.

Não conseguindo as condições desejadas, muitos clientes escolhem outros trabalhadores ou diminuem a quantidade de projetos.

Esta é a realidade da maioria dos trabalhadores independentes

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Com uma rápida pesquisa por outras notícias, verá que esta realidade afeta muitos trabalhadores independentes – e não só. Aliás, esta é uma tendência no momento e afeta vários trabalhadores pertencentes à União Europeia.

Caso tenha as suas dúvidas quanto à afirmação anterior, saiba que foi realizado um estudo pelo European Trade Union Institute onde foram comparados os salários dos anos de 2017 e 2010 na União Europeia. Em nove países, o salário de 2017 era inferior ao de 2010, sendo que a Grécia, Chipre e Portugal estavam no topo da lista.

Sendo assim, torna-se lógico perceber que os trabalhadores não estão a ter os benefícios esperados após a crise, muito pelo contrário, estão a ganhar menos do que ganhavam anteriormente. Esther Lynch defende que muitos dos trabalhadores europeus não conseguem ver a suposta recuperação financeira.

Os sindicalistas referem que só existe uma forma de beneficiar todos: implementar medidas que permitam a subida das remunerações.

Salários mínimos em 2019

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Apesar da subida dos salários mínimos na Europa, Portugal continua a ser um dos países com menor poder de compra. Na Grécia, comparando com Portugal, existe um maior poder de compra.

Em Portugal, no momento, o valor do salário mínimo é de 600€.

Esse valor está longe do país que está no topo da lista dos salários mais altos na Europa: Luxemburgo com 2.071€ mensais.

Segue-se a Irlanda, com 1.656€ mensais, a Holanda, com 1.642€, a Bélgica, com 1.562€, e a Alemanha, com um salário mínimo de 1.557€. A Inglaterra, a abril deste ano de 2019, passou a 1.535€.

Aqui ao lado, Espanha passou para 1.050€ no ano de 2019.

Espera-se que a tendência seja que os trabalhadores vejam mais benefícios no pós-crise.