Ministério Público faz Investigação a Empresa que Contratava para Prisões

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Empresa de prestação de serviços de saúde é alvo de investigação por parte do Ministério Público. Esta empresa assinou três contratos e centenas de horas com o objetivo de prestar cuidados de saúde em prisões.

A Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) pagou um valor que rondava os 243 mil euros à empresa em questão, mas a mesma desapareceu, deixando diversos profissionais de saúde sem pagamento.

Este caso aconteceu há um ano e continua sob investigação.

Sojo: empresa de prestação de serviços de saúde

pós médico de imagem na vista superior com laptop e outro instrumento médico ao lado dele Portugal - Ministério Público faz Investigação a Empresa que Contratava para Prisões

Esta empresa encontrou-se no ativo durante menos de dois anos, sendo que após três meses do seu início venceu um concurso público internacional que tinha como foco os serviços de medicina geral em prisões.

Vencer o concurso foi o que lhes abriu as portas para contratos elevados e, como os pagamentos do primeiro mês se atrasavam neste tipo de empresas, não houve alarme. Tudo estava certo até outubro de 2017.

Apesar de tudo, em novembro de 2017 a empresa conseguiu ganhar outro concurso que garantia mais seis meses de prestação de serviços.

As reclamações já estavam presentes nesse momento. Existem relatos que afirmam que a comunicação com a empresa era muito “estranha” e que chegava a existir falta de conhecimento acerca das vagas existentes.

Só em fevereiro do ano seguinte é que começaram a ser feitas denúncias à direcção-geral.

No entanto, a 9 de março do mesmo ano, um homem conhecido como Dr. Paulo Ribeiro garantiu que o pagamento seria feito na semana que se seguia, informação dada por um dos trabalhadores.

A conclusão da história é que Paulo, um dos reclusos na prisão de Sintra, estava envolvido em todo o esquema. A menos de 2 meses do fim da sua pena, foi descoberto com telemóvel – que continha o contacto de alguns dos funcionários da prisão.

Acabou por ser transferido para o EP de Vale dos Judeus.

Esta notícia é chocante pois, como disse Jorge Alves, “há uma empresa que ganhou um concurso, falhou em toda a linha e ainda tinha um recluso a geri-la”.