A Maçonaria Continuou Longe dos Negócios

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Em 2012, a Maçonaria esteve no centro das atenções, mas não pelas melhores razões. Nesse ano foi necessária a manifestação de um dos maçons, António Arnaut, e um longo período de tempo até que a atenção diminuísse.

Já neste ano de 2018, o foco recai de forma menos polémica, mostrando que existe um modo simples de se juntar à sociedade: o e-mail.

Maçonaria e a polémica de 2012

António Arnaut deu voz durante as polémicas que ocorreram no ano de 2012, defendendo que “se alguém aproveitar a Maçonaria para tratar de negócios está a violar princípios fundamentais da ordem maçónica e portanto deve ser expulso”.

Esta defesa surgiu devido ao ex-espião Jorge Silva Carvalho que usou a sociedade para alcançar os seus próprios interesses pessoais e políticos. No entanto, como já foi dito, a Maçonaria não deve ser usada para negócios ou para alcançar o poder de qualquer forma!

Claro que, como seria de esperar, esta polémica levou à suspeita dos restantes membros, razão pela qual José Manuel Anes, também padrinho do ex-espião, veio em defesa. O padrinho acrescentou que o ex-membro utilizou a Loja Mozart para promoção com o objetivo pessoal, político e, muito provavelmente, económico.

Arnaut também refere que durante uma reunião maçónica é impensável tratar assuntos que não façam parte dos objetivos da própria reunião. Este acrescenta “Antes e depois das reuniões podem trocar impressões sobre outros assuntos, agora se os membros de uma loja se aproveitarem da sua condição maçónica para servir interesses ilegítimos é perfeitamente condenável”.

Provado esse aproveitamento, o membro deve ser excluído.

Como se pode juntar a esta sociedade?

Durante alguns anos a Maçonaria deixou de ser o centro das atenções nas notícias, mas recentemente foi alvo novamente, com o objetivo de responder a uma simples questão: como se pode juntar a esta sociedade?

A resposta a esta questão pode surpreendê-lo, já que é tão simples como enviar um e-mail e mencionar que gostaria de se juntar ao Grande Oriente Lusitano. Enviado o e-mail, serão nomeados maçons que irão falar com a pessoa, tentando entender o seu histórico e, se for, como dizem, “um homem bom”, terá a possibilidade de pertencer à sociedade.

Fernando Lima alerta, no entanto, que existem várias maçonarias e que os princípios de uma podem não coincidir com as de outra. É importante reter esta informação já que, por exemplo, Bolsonaro foi apoiado pela maçonaria brasileira, algo que não coincide com os princípios desta.

Por último, Lima parece satisfeito com o facto de, atualmente, existir uma “tendência genérica de assumirem” que são maçons. Apesar dessa tendência, ainda existem muitos maçons que não estão convencidos a dar esse passo e outros pensam muito no constrangimento que seria.

De qualquer forma, esta sociedade manteve-se longe dos grandes negócios e continuou a seguir os princípios em que acredita, defendendo-se, mesmo após a polémica sofrida.